Varia

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Comunicação “CROWLEYMASS – Ressonâncias da Grande Besta ”
Apresentação no âmbito da sétima edição do Festival ENTREMURALHAS 
27 Agosto 2016 | Castelo de Leiria, Leiria – Portugal

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“Of course in my conscious self I am always stupid, but the Magus who uses me knows his job”, escrevia Aleister Crowley no seu livro «The Confessions of Aleister Crowley: An Autohagiography». Ao fazer esta afirmação, Crowley, certamente estaria ciente de que permaneceria uma figura influente depois da sua morte. Volvidas sete décadas após a mesma constata-se que a escolha do seu “magical motto” (nome místico), Frater Perdurabo, conteve um certo grau de presciência, ou então, pelo menos, uma intuição bastante afinada, à qual se aliava um ego desmesurado.

01 Júlio Mendes Rodrigo por Rui Miguel Pedrosa

Foto: Rui Miguel Pedrosawww.ruimiguelpedrosa.com

Esta comunicação cindiu-se em duas partes: A) Algumas pinceladas gerais sobre a influência/inspiração exercida por Aleister Crowley no panorama musical das quatro últimas décadas. B) Uma breve explanação sobre cada um dos 17 temas que compõem a MIXTAPE que complementa a comunicação. A ALEISTER CROWLEY MIXTAPE pode ser escutada AQUI.

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Symposium “Psychoanalysis, Art & The Occult
08 May 2016 | Candid Arts Trust, London – England

Panel VII
Eve Watson – Bowie’s Non-Human Effect: Uncanniness in The Man Who Fell to Earth (1976) and The Hunger (1983)
Luce deLire – Necropolitics, Death Drive & the Necessity of Evil
Carl Abrahamsson – Gradual Formulation – On similarities between ritual magic and psycho-analysis
Moderator: Júlio Mendes Rodrigo

Until now, the intersection of psychoanalysis and the occult has perhaps been most richly explored through the arts. Most well-known are the Surrealists, who espoused Freud’s theories, and who were fascinated by the unconscious, dreams, synchronicity, automatic writing and chance encounters. These themes and methods are also featured in the work of the Symbolists, Futurists, Dadaists, Fluxists and Actionists, as well as in the work of avant-garde artists of our day. The purpose of this conference was to bring together a diverse group of psychoanalysts, occultists and artists to share their views on human subjectivity and culture. Through an investigation of the unique modes and methodologies utilized by each individual practitioner, we may explore human experience via the convergence of domains that rarely speak to one another yet often work in similar and complementary ways.

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Comunicação “O Andrógino Hermético: um “Ser Duplo” através das Artes e das Letras”
Apresentação no âmbito do Congresso Internacional Lusófono sobre Esoterismo Ocidental – Simpósio Temático: Arte e Esoterismo Ocidental – Grupo A: Artes Visuais
07 Maio 2016 | Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa – Portugal

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Na sua experiência imediata, a Humanidade rege-se por entre pares de contrários. A “Coincidentia oppositorum” é um dos elementos-chave da História das Ideias. A sua análise permite-nos um melhor entendimento dos arquétipos que norteiam a experiência Humana. São imensos os exemplos que a Etnografia e a História Comparada das Religiões nos proporcionam. A maioria das divindades da vegetação e da fertilidade são bissexuadas ou comportam vestígios de androginia, existindo culturas em que as divindades agrícolas são consideradas masculinas num ano e femininas no seguinte. A demanda Alquímica, estudada por Jung no seu “Mysterium Coniunctionis”, consiste na obtenção da Pedra Filosofal. Um dos seus nomes é justamente Rebis, o “ser duplo” (literalmente “duas coisas”), ou o Andrógino Hermético. O tema do Andrógino é recorrente na tradição literária europeia. No século XIX destaca-se “Seraphita” de Balzac, romance impregnado das teorias de Swendenborg. No século XX, aponta-se como exemplo a obra “The Left Hand of Darkness”, de Ursula K. Le Guin. A Androginia enquanto princípio atávico também se encontra presente no campo da Arte contemporânea, onde se destaca a PANdrogenia. No decurso desta comunicação, propus-me- discorrer sobre a Androginia enquanto forma de Totalidade primordial, apoiando-me em autores tão distintos entre si como Platão, Péladan, Frazer, Eliade, Lima de Freitas, Marie Delcourt e Genesis P. Orridge.

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“Conversa com Pierre-Luc Vaillancourt + Júlio Mendes Rodrigo
05 Maio 2016 | Aula Magna – Faculdade da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – Portugal

Esta iniciativa realizou-se no âmbito do festival RAW TERRITORIES GATHERINGS, uma mostra de Cinema & Música que tem por ambição destacar a emergência de novos horizontes de criação subversiva. No decurso desta conversa os programadores do RAW TERRITORIES GATHERINGS, Pierre-Luc Vaillancourt e Júlio Mendes Rodrigo, procederam à contextualização do festival sob uma perspectiva de alteridade transatlântica. Foi ainda dado destaque à obra do realizador quebequense, através de um foco de atenção particular na proposta audiovisual “Lightning Lovers”,que esteve patente na Galeria Cozinha da FBAUP entre os dias 02 a 07 de Maio de 2016.

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“ À conversa com Daniel Fawcett & Clara Pais”
30 Abril 2016 | Palácio das Artes, Porto – Portugal

A mais recente longa-metragem de Daniel Fawcett & Clara Pais, IN SEARCH OF THE EXILE é um drama semi-abstracto de forças míticas onde as imagens se apresentam em constante metamorfose, resultando numa experiência cinematográfica visionária. Um filme com Fabrizio Federico, Joana Castro e Bruno Senune.
No dia da Estreia Mundial estive à conversa com esta dupla anglo-portuguesa. Este diálogo realizou-se no âmbito do CINE-RITUALS, parte da ‘Exposição Artes e Talentos 2016’, organizada pela Fundação da Juventude no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos no Porto.

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Comunicação Sancta Viscera Tua na Igreja de Santa Clara: uma leitura do Templo enquanto Imago Mundi e reprodução terrestre de um modelo transcendente
Apresentação no âmbito do Congresso Internacional – GENIUS LOCI: LUGARES E SIGNIFICADOS | GENIUS LOCI: PLACES AND MEANINGS – Secção 4: Imagens e Contextos
20 Abril 2016 | Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Portugal

O CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» e o Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto foram as entidades promotoras deste Congresso Internacional que teve lugar no Porto (FLUP), nos dias 20, 21 e 22 de Abril de 2016. Esta iniciativa visou celebrar as duas décadas de ensino especializado, investigação e intervenção patrimonial desenvolvidos no DCTP, marcado de raiz pelo profundo sentir telúrico, empenhamento sociocultural e abrangência científica multidisciplinar do seu primeiro subscritor, Carlos Alberto Ferreira de Almeida, precocemente desaparecido.

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«Croire aux images est le secret du dynamisme psychique.»
(Gaston Bachelard, L’air et les songes)

Para Mircea Eliade, se o Templo constitui uma Imago Mundi é porque o Mundo, como obra dos deuses, é sagrado. O autor enfatiza ainda que a estrutura cosmológica do Templo permite uma nova valorização religiosa. Lugar sagrado por excelência, o Templo, re-santifica continuamente o Mundo, porque o representa e contém ao mesmo tempo. Seja qual for o grau de impureza, o Mundo é continuamente purificado pela sacralidade dos santuários.
Esta dupla valorização orientou a minha comunicação, que assentou na descrição de uma iniciativa levada a cabo na Igreja de Santa Clara, no Porto, em 12 de Abril de 2014. A peça “Sancta Viscera Tua”, obra sonora e cénica construída a partir dos arquétipos presentes na estrutura de uma Via Sacra – literalmente “percurso sacro” –, da autoria de Jonathan Uliel Saldanha, consistiu num convergir de pessoas, e intenções, que em conjunto procederam a uma reencenação do Invisível. Este percurso, que é uma estrutura organizacional e temporal, oscila entre estímulos que ocorrem em planos distintos, abordando o sacrifício enquanto elemento visceral que acompanha transculturalmente a mediação colectiva humana entre a matéria e a anima, numa construção vibracional de som, gesto, luz e voz. A voz, enquanto organismo primordial constituído por uma extrema visceralidade, estabelece-se enquanto fluxo sonoro que transforma pela matéria o sentido, filtrando pelas suas cavidades internas ruídos, vibrações e ímpetos. Uma voz rude, como potência de evocação e intenção, surge como emissor de sinal que intercepta a arquitectura da Igreja pela ressonância das suas reentrâncias, reconectando as dimensões mais telúricas do canto colectivo com o seu impacto na matéria. A descrição e a análise desta acção baseou-se numa hermenêutica de índole simbólica, presente nos campos da investigação sobre o Imaginário, contrapondo-se à priorização da Imaginação Reprodutora, preconizada pela tradição filosófica Racionalista, as reflexões encetadas por pensadores como Carl-Gustav Jung e Gaston Bachelard.

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“SAINT JULIAN präsentiert eine historischer Dokumentarfilm in Schwarz-weiß”
DJ mixset
Passos Manuel, Porto | 12 de Dezembro 2015

“The louder the din of human destruction, the quieter the world becomes. People save themselves by simply closing their eyes.”
― Wilhelm REICH, October 19, 1935

ACOUSMATICS / MATHEMATICS Final Open Session [ As a local podcasting series, A/M’s main goal is to trace Porto’s independent music scene backbone through an archival methodology. ]

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The ANDROMEDA Splinter – a mythical conspiracy
Leitura / Performance
AMPLIFEST 2015 – Hardclub, Porto | 20 de Setembro 2015

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SERMO VULGARIS
Júlio Mendes Rodrigo

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Ana Carvalho

MUSICA
Nocturnal Emissions

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Foto por Maria Louceiro

The Andromeda Splinter A Mythical Conspiracy foto de JORGE SILVA

Foto por Jorge Silva

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“Sacrum Fulgor”
Instalação / Performance
Apoio: Fundação Bracara Augusta, Câmara Municipal de Braga
Sé Catedral de Braga (Depósito Arqueológico), Braga | 12 de Setembro 2015

«It seems that are dark corners in us that tolerate only a flickering light».
― GASTON BACHELARD

SACRUM FULGOR, proposta conjunta de André Fonseca e Júlio Mendes Rodrigo, explora distintas polarizações que se encontram camufladas através dos seguintes pares de opostos: Luz & Sombra, Som & Silêncio, Cultura & Natureza. Este projecto consistiu numa instalação patente no espaço de entrada da Sé Catedral de Braga (Depósito Arqueológico), onde foi dado realce aos elementos aí cometidos (pedras, fragmentos, elementos líticos colocados em pedestais, epigrafes e demais património arquitectónico) através do desenho de luz, e escultura sonora, de forma a criar um ambiente imersivo por via de micronarrativas, cujo mote se prende com a metaforização da Luz enquanto elemento de Criação.
Esta instalação foi complementada por uma componente performativa, concretizada num género de tríptico, com vista à activação do ESPAÇO pelos OBJECTOS e, sobretudo, pelos SUJEITOS.

I
Genus

II
Maturitas

III
Dissipatiōne

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“A Lira Redentora de NERO”
Performance de Nuno Marques Pinto a partir da PALAVRA de Santo Juliano (aka Júlio Mendes Rodrigo). Acção integrada na iniciativa “À espera de um Milagre”, resultante do desafio lançado à ANDRÓMEDA – Agenciamento & Produção para programar um final de tarde na Roda Casa Atelier, espaço privado de Sandra Roda, localizado no centro histórico do Porto.
Roda Casa Atelier, Porto | 18 de Julho 2015

“Vellem nescire literas.”
― NERO

(…) Hoje, “Aqui e Agora”, dia 18 de Quintilis do ano 2015 desta Vulgaríssima Era em que nos compete dar curso à nossa EXISTÊNCIA, cumprem-se exactamente 1951 anos após o grande incêndio de Roma: a CAPUT MUNDI!
O GRANDE EVENTO ÍGNEO, responsável pela destruição do Templo de Júpiter Stator, bem como pela deleção do Lar das Virgens Vestais, é creditado a NERO, o último imperador da dinastia júlio – claudiana.

Avé CÉSAR!
Avé NERO!
Que os estilhaços da tua lira volvam em legítima RELÍQUIA pagã! (…)

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“LOCUS SACER – Ritualização re-mitificada para o século XXI”
Investigação e co-autoria da proposta
Residência artística c/ Oficina ARARA
Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian
Moinho da Fonte Santa, Alandroal | 07 – 15 de Fevereiro 2015

« (…) corre por ele uma ribeira chamada Lucefece, que tomou o nome do que disse um Capitão, o qual dando uma batalha na Serra d’Ossa assim chamada dos muitos ossos, que nela ficaram dos que na batalha morreram, indo-se recolhendo, & chegando a esta ribeira, vinha amanhecendo, disse para os seus “Lucent fecit” que desta palavra tomou o nome. Há neste termo uma Paróquia dedicada a N. Senhora do Rosário com um Cura da Ordem de Aviz, & uma Ermida do Arcanjo S. Miguel perto da Vila de Terena, fundada nas ruínas daquele célebre, & antiquíssimo templo dedicado a Cupido, chamado Endovelico na lingua dos antigos Lusitanos.»

― Padre António Carvalho da Costa (1650-1715), na sua monumental “Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal…”, reportando-se à origem do nome da Ribeira do Lucefecit.

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“The Golden Bough” + “From Ritual to Romance”
Compilações concebidas no âmbito da celebração do 6º aniversário do Die Elektrischen Vorspiele.

“The Golden Bough” – (Albrecht Loops, Augen, Cotton Ferox , ocp – operador de cabine polivalente , Stealing Orchestra , Iurtaf a n t a s m a , Two White Monsters Around a Round Table)

“From Ritual to Romance” – (Angélica V. Salvi, João Pais Filipe, Kanukanakina, AC//HHY, Nova Orquestra Futurista do Porto, HystericalOneManOrchestra, Evil Schmidt , Terra Oca , Sturqen, Thee UM Rev Al L Aguero, Walt Thisney , Marc Hurtado , Val Denham (with Farmacia), Harpoemacto.

EdP – Editora do Porto | 23 de Janeiro de 2015

Estes álbuns encontram-se disponíveis para download, AQUI.

«Persistence is all.»
Coil

A criação do Die Elektrischen Vorspiele, em 15 de Janeiro de 2009, obedeceu a duas fontes de inspiração que muitos poderão considerar particularmente inusitadas. Em primeiro lugar, a mise-en-scène ritual que dá o nome ao próprio blogue. Ritualização psicodramática, Die Elektrischen Vorspiele, segundo Anton Szandor La Vey, baseia-se nos ângulos dos filmes expressionistas alemães, cuja prática (oculta, obviamente!), se efectuou no decurso da efémera existência do auto proclamado Império dos Mil Anos (de 1933 a 1945, para ser mais exacto). E, em segundo lugar, a agonia veiculada através do existencialismo dilacerado de Stig Dagerman, presente no seu belíssimo texto, “A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer”.
Concebido como um espaço que promovesse a organização mental de um “pensamento selvagem” (por consequência, indisciplinado), Die Elektrischen Vorspiele, na sua essência, sempre se propôs a ser um veículo propagador da vastidão dos interesses e afectos do seu mentor. Ainda assim, de forma abertamente camuflada (como entendo ser sempre meu apanágio), socorri-me de uma velha artimanha “trickster”, circunscrevendo o seu campo de acção lexical às fronteiras delimitadas pelo território semântico conhecido por “Occult Esoterica”. O resultado de tal premissa traduziu-se (pelo menos assim gosto de pensar) na repulsa de eventuais neófitos de fácil iniciação, e na aproximação, simultaneamente lenta e cautelosa, por parte de outras mentes, imbuídas de uma índole racionalista, as quais, após vencida a repulsa manifestada pelo prurido da “alergia” instigada pela utilização da semântica anteriormente referida, se converteram gradualmente à minha PALAVRA (não olvidando – certamente! – que esta, na verdade, constitui a verdadeira MENTIRA!
Importará ainda referir que, muito mais do que o fascínio manifestado pelas temáticas que orbitam em torno dos dois conceitos-chave: i.e. Ocultismo e Esoterismo (os quais, indubitavelmente, orientam, em parte, a minha mundividência) interessa-me, acima de tudo, o campo circunscrito à História das Ideias. Sempre me senti atraído pela identificação da natureza e proveniência das mesmas, através da sua manifestação ubíqua ao longo de uma hipotética História Secreta da Humanidade. Ou seja: exulto com a ideia da existência de um fluxo Histórico coeso por uma “Cadeia de Ouro” – essa aura catena de que Homero nos fala numa famosa passagem da Ilíada. Efectivamente, sem qualquer perplexidade constato agora que, tal como em 2009 (e, quiçá, desde 1973) ainda me questiono diariamente: O que é que eu posso amar, senão o Enigma?

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Desenho Gráfico: David Matos (Shutupandance)

Glória Gonzalez em WWW.BLISSTOPIC.COM

(..) Hoy repasamos curiosos casos de gente a la que en el fondo es posible que les dé exactamente igual que no se les escuche casi nunca, siempre y cuando los que lo hagan lo hagan bien…
El blog Die Elektrischen Vorspiele tiene vocación minoritaria casi por definición. Su creador, Júlio Mendes Rodrigo, es un devoto de la música esotérica oculta y de la electrónica industrial tóxica, territorios en los que nos invita a adentrarnos felizmente con la publicación de dos interesantes recopilatorios, disponibles en Editora Do Porto: “The Golden Bough” y “From ritual to romance”. El primero suena bastante como a música experimental compuesta por cables que fueron mordidos por insectos venenosos a altas horas de la noche, mientras que en el segundo hay momentos pelín satánicos y bastante amor paranormal. Interesante, por supuesto (..)

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“Res Nullius”*
Ciclo de Cinema
Rua do Sol 172, Porto | Set. Out. Nov. Dez. 2014

Organização, promoção e apresentação, em conjunto com Francisco Laranjeira, deste ciclo de Cinema consagrado ao mapeamento ontológico do Corpo nos domínios da Sétima Arte, ao longo de um conjunto de 13 sessões.
Cinético, estético, ideológico, transgressivo, mutilado ou forense, são apenas algumas das imensas adjectivações passíveis de serem utilizadas num eventual mapeamento da ontologia do Corpo. Múltiplas são as camadas semióticas que se interpõem e se entrecruzam gramaticalmente no palco onde se desenrola a dramatização intemporal da questão da Identidade. Ainda assim, a evocação da imagem do Corpo, encontra-se normalmente associada a uma leitura mais óbvia, mas, talvez por isso mesmo, simultaneamente mais ambígua. Ou seja, aquela que se encontra delimitada em estrita concordância com os cânones da Sexualidade / Erotismo. Neste âmbito, também o campo das Artes, muito particularmente o do Cinema, tem desempenhado um imprescindível papel naquele que é entendido como um exercício perigoso, no sentido do que afirmava Eduardo Prado Coelho, ou seja, daquilo que «…oscila entre o risco da confidencialidade adolescente e as banalidades de uma retórica sem fulgor».
Alertados que fomos para esse risco (ainda que outros certamente existam), ousou-se ainda assim reolhar para o Corpo à luz de algumas das suas possíveis taxonomias.

* Latim para “Corpo de Ninguém” ou “Terra de Ninguém”

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Cartaz por Dayana Lucas

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Leitura conjunta com Isabel Carvalho, Cristina Regadas, Ana Carvalho e João Ricardo. Esta acção integrou a exposição “Seguir as Luzes Verdes” de Isabel Carvalho.
Fundação Manuel António da Mota, Porto | 30 Outubro e 06 Dezembro de 2014

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PHANTASMA (Pedro Centeno) + DJ LYNCE (Pedro Salvado Santos) convidam SAINT JULIAN
DJ set
Café au Lait, Porto | 09 de Outubro 2014

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Cartaz por Carla Filipe

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“A Torre Fulminada”
Investigação e co-autoria da Dramaturgia
Performance/Acto Poético com  Nuno Marques Pinto (Voz, Dramaturgia, Poemas), Angélica Salvi (Harpa), Rafael Cortés (Operação de Luz e Som), Miguel Carneiro (Cenografia) e Dayana Lucas (Desenho Gráfico)
Co-produção: ANDRÓMEDA Agenciamento & Produção + Projecto MOMO + Oficina ARARA
Apoio:
 Fundação Bracara Augusta, Câmara Municipal de Braga
Torre de Menagem, Braga | 13 de Setembro 2014

«O seguro não é seguro: é terrível.»
Martin Heidegger

Entre as 00:00 horas do dia 14 de Julho de 2014 e as 23:59 do dia 1 de Agosto, a Fundação Bracara Augusta, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, abriu concurso para intervenções artísticas que visassem integrar a iniciativa “ Braga Vai Passar a Noite em Branco 2014). De acordo com fonte oficial, foram submetidas cerca de 170 candidaturas. Apenas 13 foram aprovadas. Uma dessas candidaturas foi “ A Torre Fulminada”.
Este acto poético/performativo tomou como ponto de inspiração para a sua concretização um dos Arcanos Maiores do Tarô, neste caso a carta XVI, comummente designada de “A Torre”, “A Torre da Destruição”, ou ainda, “A Casa de Deus”, estabelecendo um ponto de íntimo contacto entre a importância simbólica do número 7, em estrita consonância com os pressupostos intrínsecos à Numerologia Pitagórica.

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Conferência “A different approach to surface manifestations on the web 2.0 – The example of ac2012.com, based on the ideology of Aleister Crowley”
Apresentação no âmbito da Conferência Internacional:”Intercultural Exchanges in the Age of Globalization” – Panel X: Media and Communication Studies
16 Maio 2014 |  Universidade Lucian Blaga de Sibiu  – Roménia

To further understand “surface manifestations”, conveyed through social networks, blogs, among other platforms prolific through the web 2.0, the presentation proposed an examination of the impact of globalization in the making of contestatory intercultural awareness, gathered around cultural minorities. Our theoretical approach was grounded on the analysis made by authors such as Umberto Eco and George Simmel among others, and  we used a central example, an online platform called ac2012.com, dedicated to promote a unique figure, the British and deceased Aleister Crowley (1875 – 1947), to president of the United States of America. His motto Do what thou wilt Shall be the whole of the Law, expressed in his ” Liber AL vel Legis ” (The Book of the Law) synthesizes a message of freedom, central to the AC2012 platform to convey, through the use of humor, controversy and irreverence, a parallel anti-campaign to the United States presidential election held in 2012. This campaign which hasn’t affected Washington’s results, obviously, moved people worldwide demonstrating the power of technology as a vehicle to promote interculturality.

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Aula-Aberta “NADA DE DOGMA: reflexões sobre uma poética do espaço cénico”
Unidade Curricular de Artes Cénicas, da Licenciatura em Artes e Multimédia
13 Maio 2014 | ISMAI (Instituto Superior da Maia)

A apresentação tomou como ponto de partida o conceito de “Gesamtkunstwerk” de Richard Wagner, na origem de muitas das inovações introduzidas nas Artes Cénicas no decurso dos últimos cem anos. Este contributo inequívoco é complementado com a criação de uma hermenêutica simbólica-materialista e alquímica, surgida nos campos da investigação do Imaginário. Contrapondo a priorização da Imaginação Reprodutora, preconizada pela tradição filosófica Racionalista, com as reflexões encetadas por Carl Gustav Jung e posteriormente por Gaston Bachelard, em torno da noção de Imaginação Criadora, apresenta-se uma alternativa hermenêutica à lógica dissociativa do actual paradigma
Para o conjunto de reflexões em torno da temática em análise, foi levada em linha de consideração a obra “O Espaço Vazio” (1968) de Peter Brook, assim como as hermenêuticas definidas por autores como Mircea Eliade cuja obra “O Sagrado e o Profano”, serviu, posteriormente, de mote para o estabelecimento de uma topo-análise do Espaço Sagrado e subsequente Sacralização do Mundo. Foram ainda contemplados os contributos de autores como Lima de Freitas, Gaston Bachelard, e Gilbert Durand. Para uma explanação dos pressupostos estabelecidos pelos autores atrás elencados, foram utilizados como exemplos ilustrativos, algumas obras de autores como: Carl Theodor Dreyer, Vincenzo Natali, Lars von Trier. Foi ainda analisada, no contexto desta topo-análise a peça “Sancta Viscera Tua” com direcção a cargo do compositor Jonathan Uliel Saldanha.

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Comunicação “Ocultura Futurista: a entoação de rumores num (im)provável entrecruzamento de vários ismos”
RUMORI – Celebração do centenário dos primeiros concertos da Orquestra de Intonarumori de Luigi Russolo
11 Maio 2014 | Sonoscopia – Porto

Partindo da obra “O Século de 1914 – Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX” (2004) da autoria do historiador francês Dominique Venner, procedeu-se à contextualização das diferentes ideologias vigentes à época do nascimento e implantação do Futurismo. Foi ainda dado destaque a duas obras representativas de distintos posicionamentos no que concerne à coexistência deste movimento artístico com o Fascismo Italiano: (“O Movimento Futurista em Portugal” (1966) de José Alves das Neves e “O Futurismo Italiano: estética, ideologia, fascismo” (1999) de Luís Bensaja dei Schirò).
Pretendeu-se ainda, partindo da obra “ Luigi Russolo: Noise, Visual Arts and the Occult”, de Luciano Chessa, mapear a influência das doutrinas Ocultistas na vida e obra de Luigi Russolo. A partir da análise da obra ““Thougt-forms”(1901) de Annie Besant e Charles W. Leadbeater, acabou por se concluir que importa estudar com um maior grau de profundidade a real influência do movimento teosófico em Russolo. Conclui-se ainda que poderá ser de extrema pertinência encetar estudos mais aprofundados no que concerne aos dados biográficos mais intímos (epistolografia, etc.) acerca do autor do manifesto da Arte dos Ruídos, alicerçados numa perspectiva do “Outsider” (1956) tal como estudada de forma magistral pelo autor britânico, Colin Wilson.

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“Sancta Viscera Tua”
Co-autor da Dramaturgia
Peça Sonora e Cénica com direcção de Jonathan Uliel Saldanha
Igreja de Santa Clara, Porto | 12 de Abril 2014
Igreja de São Francisco, Guimarães | 16 de Abril 2014

A tua víscera sagrada é um convergir de pessoas, arquitecturas e intenções, que em conjunto procedem a uma reencenação do invisível.
Peça sonora e cénica construída a partir dos arquétipos presentes na estrutura de uma Via Sacra – literalmente “percurso sacro” – que na sua génese propõe a re-encenação do sacrifício, numa celebração que é também vestígio dos mais primordiais ritos de transformação e mediação entre materiais e sentidos. Este percurso, que é uma estrutura organizacional e temporal, oscila entre estímulos que ocorrem em planos distintos, abordando o sacrifício enquanto elemento visceral que acompanha trans-culturalmente a mediação colectiva humana entre a matéria e a anima, numa construção vibracional de som, gesto, luz e voz.
A voz, enquanto organismo primordial constituído por uma extrema visceralidade, estabelece-se enquanto fluxo sonoro que transforma pela matéria o sentido, filtrando pelas suas cavidades internas ruídos, vibrações e ímpetos. Uma voz rude, como potência de evocação e intenção, surge como emissor de sinal que intercepta a arquitectura da Igreja pela ressonância das suas reentrâncias, reconectando as dimensões mais telúricas do canto colectivo com o seu impacto na matéria.

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Conferência “Latinidades Periféricas e Minoritárias: a necessidade de um novo paradigma editorial”
Apresentação conjunta, da responsabilidade de Ana Carvalho e de Júlio Mendes Rodrigo, no âmbito da Conferência Internacional(Re)construindo a latinidade: identidades nacionais e transnacionais das culturas românicas. Abordagens interdisciplinares e transdisciplinares.
22 Novembro 2013 |  Universidade Lucian Blaga de Sibiu  – Roménia

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Conferência “Panopticon: Vigilância e Punição do Génio na Patologia”
Filo-Café Ângelo de Lima

15 Junho 2013 | Auditório do Centro Hospitalar Conde Ferreira – Porto

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Aula-Aberta Simulações em Cena: Considerações históricas em torno da noção de simulacro
Unidade Curricular de Artes Cénicas, da Licenciatura em Artes e Multimédia

04 Abril 2013 | ISMAI (Instituto Superior da Maia)

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Simulacro s.m. Imagem, cópia ou reprodução imperfeita.

A noção de simulacro remete directamente para Platão, filósofo que estruturou o conceito de mimesis como representação/ imitação da natureza. Neste prisma, a Arte é uma imitação da imitação, um desvio em relação à essência, um engano, que aponta para o mero simulacro. Platão através do cenário de uma caverna “prenunciou” a magia do cinema. Na caverna, projectava-se o filme da irrealidade que os espectadores assumem ser a realidade.Como afirma o historiador de arte Victor Stoichita: “O interesse pelo simulacro consiste em transgredir a lógica da representação, em arruinar a conformidade mimética existente entre modelo e cópia”. Nesta perspectiva, o simulacro, enquanto objecto técnico-mágico-artístico, não é apenas um duplo visual e inerte de um outro. É, sim, um objecto que capta de forma eficaz o desejo.

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Conferência “Ocultismo e Utopia: o Reino Perdido de Shambhala”
MATANÇAS ANNO V: Escatologia Apocalíptica
22 Dezembro 2012 | Casa VivaPorto

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Entrevista de Adelaide Galhardo ao escritor penafidelense Júlio Mendes Rodrigo
Mosaico – Magazine Cultural
09 Dezembro 2011 | Rádio Clube de Penafiel

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