O Arranca Corações # 306 “VI”

“VI represents in Tarot numerology the first step into the square of Heaven. It is the time when we stop imagining what would please us to begin doing what we like.”

Alejandro Jodorowsky & Marianne Costa, “VI L’amoureux/ The Lover Union, Emotional Life”, in The way of tarot: the spiritual teacher in the cards

01 Marie-Claude Purro

L’amoreuxMarie-Claude Purro

Na madrugada de Sábado para Domingo, dia 23 de Setembro, da 01:00h às 02:00h da manhã, vai para o ar mais uma emissão d’O Arranca Corações.

No dia 23 de Setembro de 2012, foi transmitida a primeira emissão deste programa. Assim, a transmissão n.º 306 assinala seis anos de emissões ininterruptas (ok, em abono da verdade, no primeiro trimestre deste ano houve uma pausa de um mês, por motivos que só o coração conhece 🙂
Para assinalar condignamente a data, será observada uma das prerrogativas da prática Mindfulness: de lado ficam o Passado (que num nível emocional é conotado com a depressão) e o Futuro (conotado com a ansiedade). Assim, esta emissão assenta “os pés” no tempo Presente. O objectivo? Documentar uma pequena parte daquele que considero um dos momentos mais interessantes da criação musical contemporânea.
Artistas convidados para a festa: Drew McDowall (o músico escocês, antigo membro dos Psychic TV e dos Coil, actualmente radicado em Nova Iorque, que acaba de editar o seu álbum mais recente: The Third Helix), HHY & The Macumbas (o ensemble portuense, liderado pelo meu querido amigo Jonathan Uliel Saldanha, está de regresso às edições musicais já no próximo dia 28 com Beheaded Totem, quatro anos depois do muito aclamado Throat Permission Cut, disco que iremos revisitar nesta emissão), JK Flesh (que é como quem diz Justin K Broadrick, um dos elementos dos Godflesh, que no passado dia 31 de Agosto editou o  álbum New Horizon), Carter Tutti Void (o trio maravilha, que apesar de ter findado as actuações ao vivo ainda pretende editar um último disco no decurso deste ano), Soft Cell (pois é, estes dois senhores – Marc Almond e David Ball ainda bombam – gravaram a primeira música da banda em 16 anos. “Northern Lights” evidencia a inspiração e o talent de bien faire dos seus criadores), Ulver (os antigos músicos Black Metal noruegueses editaram no final do ano passado o álbum The Assassination of Julius Caesar. Vamos poder ouvi-los pela primeira vez neste programa, aqui em toada Pop, ao jeito dos Duran Duran, ou até mesmo dos seus compatriotas A-ha. Estou mesmo a falar a sério!), Chromatics (uma banda norte-americana muito ao estilo de David Lynch, e que assenta como uma luva na estética do realizador. A música “Shadow”, é o melhor tema da década. Tivesse O Arranca Corações uns Grammys, ou coisa que se pareça, e os vencedores seriam os Chromatics. Ponto.), Zu93 (ou melhor, David Tibet, Massimo Pupillo, Stefano Pilia, Luca Mai, Luca Tilli, Andrea Serrapiglio e Sara D’Uva, uma abençoada simbiose entre o senhor David Tibet e uma banda experimental italiana. Bem hajam os deuses romanos.), Current 93 (pois, o Sr. Tibet é mesmo infatigável. The Light is Leaving us All, é o título do álbum mais recente dos Current, do qual retiramos o tema “Bright Dead Star”), Val Denham, a minha muito querida amiga está em vésperas de editar mais um registo com os também meus amigos Farmácia, uma das mais interessantes bandas argentinas no espectro do Synth Pop), e ainda Anna von Hausswolff (como não quero que me acusem de misoginia, incluí aqui mais uma mulher. Atenção que estou a brincar – eu sei que o pessoal hoje em dia ofende-se com demasiada facilidade. A verdade é que aprecio muito o trabalho desta rapariga. Seria um crime de lesa-majestade não dar voz aquela que considero uma das mais interessantes artistas nórdicas da actualidade). Pronto, tenho dito.

Os meus caros ouvintes podem acompanhar a transmissão do programa através da seguinte rede de emissores FM: 89.2 FM (Grande Porto), 94.8 FM (Oeste), 96.0 FM (Ribatejo), 105.6 FM (Alentejo), ou em http://www.golo.fm/dnh.

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