Bibliofilia # 15 “Aleister & Adolf”

“Most of the stuff in this story really happened. The rest may as well have. It’s all how you connect the dots.”

Douglas Rushkoff

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“Aleister & Adolf”, de Douglas Rushkoff & Michael Avon Oeming, Dark Horse Books, 2016.
Douglas Rushkoff é uma espécie de mente brilhante, um Marshall McLuhan dos nossos tempos. O seu nome encontra-se ligado aos primórdios da cultura cyberpunk, tendo posteriormente desenvolvido colaborações com alguns dos mais conhecidos agitadores culturais de todos os tempos, nos quais se incluem nomes como Timothy Leary, Robert Anton Wilson, Terence McKenna, e Genesis P-Orridge, vultos unidos pela sua partilha de interesses no âmbito da intersecção da tecnologia, sociedade e cultura. O MIT aclamou-o como um dos dez pensadores mais influentes da actualidade, pelo que será escusado enfatizar que este é um autor imprescindível para quem quiser entender os sinais dos tempos.
Aleister & Adolf, a minha leitura mais recente, foi editado no passado dia 2 de Novembro. Contudo, o meu primeiro contacto com a obra de Douglas Rushkoff remonta aos meados da década passada, através da leitura do seu livro Cyberia: Life in the Trenches of Cyberspace. Volvida uma década é com uma enorme satisfação que volto a contactar com o seu universo peculiar. A sua quarta incursão na novela gráfica é um livro único na sua originalidade. Ao longo das suas páginas, o leitor é convidado a privar durante cerca de uma hora (o tempo que levei ler esta obra) com duas das personagens mais infames do Século XX: Adolf Hitler e Aleister Crowley.
Esta novela gráfica (como agora é moda designar as antigas BDs) é um híbrido que cruza iconografia com misticismo, o fabrico de sigilos como emanação plena da vontade em controlar os destinos do mundo (a premissa básica da Magia). Que ninguém perca um dos livros mais interessantes deste ano que agora finda.
In Hoc Signo Vinces! E mais não digo.

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