Bibliofilia # 14 “On Heroes, Hero-Worship, and The Heroic in History”

“Permanence, perseverance and persistence in spite of all obstacles, discouragements, and impossibilities: It is this, that in all things distinguishes the strong soul from the weak.”

Thomas Carlyle

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“Os Heróis”, de Thomas Carlyle, Guimarães Editores, 2ª Edição, 2002. Tradução de Álvaro Ribeiro. Título original, “On Heroes, Hero-Worship, and The Heroic in History”.
Originalmente publicado em 1841, On Heroes, Hero-Worship, and The Heroic in History consiste num conjunto de seis palestras proferidas na capital britânica em Maio de 1840:
5 Maio O HERÓI COMO DIVINDADE Odin. Paganismo: Mitologia Escandinava;
8 Maio O HERÓI COMO PROFETA Mafoma: O Islamismo;
12 Maio O HERÓI COMO POETA Dante, Shakespeare;
15 Maio O HERÓI COMO SACERDOTE Lutero. Reforma. Knox. Puritanismo;
19 Maio O HERÓI COMO HOMEM DE LETRAS Johnson, Rousseau, Burns;
22 Maio O HERÓI COMO REI Cromwell, Napoleão, Moderno Revolucionismo.
Carlyle, juntamente com Nietzsche e Stefan George, foi um defensor do Vitalismo Heróico, e esta obra reflecte o seu desencanto com um Século XIX desprovido de heróis. Para o intelectual escocês, toda a História é o resultado das acções de grandes indivíduos, dotados com superiores capacidades de visão e de acção. No seu entendimento, esta estirpe de indivíduos deverá ser objecto de culto.
A tradução portuguesa, de 1956, da autoria do filósofo portuense Álvaro Ribeiro (1905 – 1981), empresta-lhe a elegância linguística (e ética), ausente de certos “autores” contemporâneos, como José Sócrates, no seu bosquejo de teoria política O Dom Profano, Considerações sobre o carisma.
Concluindo: uma obra intemporal de um autor já bem distanciado na linha cronológica, mas que ainda assim permanece bem próximo daqueles que persistem em manter intacta a sua verticalidade por entre os escombros do mundo moderno.