Bibliofilia # 12 “L’imaginaire – essai sur les sciences et la philosophie de l’image”

“Os acontecimentos graves que estão para vir talvez permitam à Europa adquirir consciência do seu destino”

Gilbert Durand

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“L’imaginaire – essai sur les sciences et la philosophie de l’image”, de Gilbert Durand, Hatier, 1994.
Gilbert Durand (1921 – 2012) foi uma figura proeminente nas áreas do Imaginário, da Antropologia Simbólica e da Mitologia. Foi ainda o principal impulsionador do Centre de Recherches sur l’Imaginaire de Grenoble, criado em 1966.
A obra de Durand iniciou-se na década de 1950, com trabalhos como “Signification de l’enfance” (1951) ou “Psychanalise de la neige” (1953), dedicada a Gaston Bachelard, e prolonga-se até à data da sua morte. A sua proposta de mitocrítica e de mitanálise consolida-se com a obra  Les Structures Anthropologiques de l’Imaginaire. Introduction à l’Archétypologie Générale (1969). Posteriormente, aplicou a sua teoria num estudo sobre o romance de Stendhal, Le Décor Mytique de la Charteuse de Parme. Les Structures Figuratives du Roman Standhalien (1961). São ainda dignos de nota, entre outros estudos maiores, artigos e participações em congressos: Figures Mytiques et Visages de l’Œuvre. De la Mytocritique à la Mythanalyse (1979); L’Âme Tigrée (1980); e Beaux-Arts et Archétypes (1989).
Em Portugal encontram-se editados os seguintes livros do autor francês: A Imaginação Simbólica (1979); Mito e Sociedade: a Mitanálise e a Sociologia das Profundezas (1983); “Mitolusismos” de Lima de Freitas (1987); Imaginário e Pedagogia (1995); As Estruturas Antropológicas do Imaginário (1989) e ainda Campos do Imaginário (1998). Discípulo de Jung e de Gaston Bachelard, G. Durand foi o responsável pela criação dum novo enfoque mitológico/arquetípico da Imaginação Criadora, cujas aplicações são reconhecidas no âmbito da estética e da crítica literária.
O livrinho L’imaginaire – essai sur les sciences et la philosophie de l’image, dividido em três partes (“Paradoxe de l’imaginaire en Occident”, “Les Sciences de l’imaginaire”, e “Bilan conceptuel et nouvelle méthode d’approche du mythe”), constitui uma excelente iniciação ao tema em questão, e valia bem a pena ser traduzido para a língua portuguesa.