O Arranca Corações # 211 (À Conversa com Nigel Ayers / NOCTURNAL EMISSIONS)

Na madrugada de Sábado para Domingo, dia 16 de Outubro, da 01:00h às 02:00h da manhã, vai para o ar mais uma emissão d’O Arranca Corações.

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Nigel Ayers, Tyneside, 1990

A próxima emissão deste programa contará com a presença de um convidado deveras especial!
Nigel Ayers nasceu em 1957, em Tideswell, Derbyshire, Inglaterra, e é um reputado artista multimédia. Actualmente reside na Cornualha. A sua actividade remonta ao início da década de 1980. Através do seu projecto musical Nocturnal Emissions, tornou-se um nome incontornável do panorama musical independente das últimas décadas.
Nocturnal Emissions define-se como um projecto de sound art que aborda estilos musicais que percorrem a electroacústica, musique concrete, sound collage, post-industrial, ambient e noise. As suas manifestações artísticas fazem parte de um processo contínuo, inserido numa campanha de guerrilha ontológica que recorre à utilização da vídeo arte, filme, e hipertexto.
Ao longo de mais de três décadas de actividade colaborou com nomes como Bourbonese Qualk, C.C.C.C., Andrew Liles, Lustmord, Randy Grief, Robin Storey (Rapoon), Expose Your Eyes, Stewart Home, Z’EV, e Zoviet France.
Em 1980 fundou a editora Sterile Records, selo responsável pela edição dos primeiros discos de John Balance (Coil), Maurizio Bianchi e Lustmord, entre muitos outros. Em 1987 formou a editora Earthly Delights, especializada em analisar a paisagem tecnológica e os efeitos psicológicos resultantes da emanação da matéria sonora. Nos anos de 1990 concebeu bandas sonoras para Butoh (nomeadamente performances de Poppo & the Go Go Boys). O seu trabalho visual tem sido apresentado em diversos locais como a Tate e o The Institute of Contemporary Arts.

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Júlio Mendes Rodrigo e Nigel Ayers, Cornualha, 2016

No ano passado, aquando do AMPLIFEST 2015, o Nigel teve a enorme gentileza de me ceder alguns dos seus temas com vista à ilustração sonora do projecto spoken word “The ANDRÓMEDA Splinter”, que também contou com a participação da artista intermédia Ana Carvalho na componente visual. Este ano decidi retribuir a cortesia, entrevistando-o para O Arranca Corações. A conversa versa sobre temas como o papel do radialista John Peel na Inglaterra dos anos de 1970 e 1980, Charles Fort e o seu “Livro dos danados” a Internacional Situacionista, a criação da língua Space Cornish, o projecto zodiacal Bodmin Moor, e a importância das novas plataformas digitais como o Bandcamp na promoção os artistas contemporâneos.
Os meus caros ouvintes podem acompanhar a transmissão do programa através das seguintes frequências de transmissão da NFM, ou então, se assim o preferirem, através da emissão online.

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