Escrita Automática # 1

Um mastro arde no horizonte da efemeridade que transcende os seus próprios limites. Hora por hora. Antes que depois. Janelas obsoletas de arcaicos caos reminiscentes da minha memória. Ecos que se dissolvem em tenazes de ouro. O creme que escorre pela parede. Densos e subtis teores amalgamados. Férreas ferrugens imundas perante o meu olvido. Desaparece-me. Entre as mãos. Caio. Sôfrego, desapareço. Por entre. Quem? Aliás, os pontos de vista não são meus. Quem eu quero dissuadir já cá não está. Por entre as brumas da memória, mais uma vez surge o desvanecimento. Caos arcaico e perpétuo. Luzes que irrompem na noite. Obscuridão total. Catarse elegíaca. Onde eu estou, eles não sabem. Hoje como ontem. Miríades de infernos. A mão que me rasga a alma. Aventuras dissuadidas que se perpetuam em alambiques alquímicos do desespero entrecruzados por entre vielas de horror. O caos que me assola e sobressalta a alma. Vácuo infinito. O terror do amor. Por onde vagabundeias…O antro é nefasto.

20 de Abril de 2016

HANNAH FAITH YATA Throwing Up The Children 2013_oil on canvas 32 x 64

HANNAH FAITH YATA, Throwing Up The Children, 2013, oil on canvas 32 x 64