Hebdomas

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A semana que passou foi recheada por um leque de actividades das quais gostaria de dar aqui nota. Apesar de um início nada auspicioso, dominado pelas Forças Cinzentas ao serviço do Deserto do Real, a partir de quarta-feira o signo da exuberância, aliado a um certo exotismo, tomou conta das minhas horas.
Nesse mesmo dia teve início a parceria ANDRÓMEDA/ SHORTCUTZ PORTO, que visa assegurar a programação de Cinema no Maus Hábitos durante o mês de Julho. As honras de abertura couberam ao cineasta Sebastian Wiedemann que apresentou uma retrospectiva do seu trabalho desenvolvido entre 2010 e 2016. No dia seguinte, quinta-feira, neste mesmo espaço, foi apresentada uma selecção de filmes experimentais produzidos na América Latina. A curadoria, promovida pela revista Hambre Cine, ficou a cargo de Florencia Incarbone e Sebastian Wiedemann, e integrou obras dos seguintes realizadores: Armando Queiroz, Los Ingrávidos, Leinad Pajaro De La Hoz, Julio Fermepin, Anna Azevedo, e Gonzalo Egurza.
Na sexta-feira realizou-se a finissage da exposição do fotógrafo José Caldeira, que esteve patente no Teatro Municipal Rivoli desde o passado dia 23 de Janeiro. As imagens foram coligidas num excelente catálogo cuja apresentação pública foi efectuada neste mesmo evento.
No fim-de-semana foi chegada a altura de rumar à bela cidade de Viseu com o objectivo de visitar os Jardins Efémeros para assistir ao concerto do norueguês Geir Jenssen (aka Biosphere). O músico de Tromsø, activo desde os meados da década de 80, enquanto membro dos Bel Canto, deu um concerto memorável. Os claustros da Catedral, envolvidos pelas sonoridades ambient, albergaram uma audiência atenta que primou pelo saber estar. Quem não foi nem consegue imaginar o que perdeu. Por último, no Domingo, tive o grato prazer de participar na rodagem de Black Sun, o projecto mais recente da dupla de realizadores luso-britânica, Clara Pais e Daniel Fawcett.