Une soirée de bonté

Um umbral aberto a 2 de Abril de 1891 é encerrado 84 anos depois, a 1 de Abril de 1976. Esta afirmação resume a cronologia terrena de Max Ernst, pintor, escultor, artista gráfico e poeta.
Artista prolífero, Ernst é uma das figuras incontornáveis das vanguardas do passado século XX, mercê do seu protagonismo nos movimentos Dada e Surrealista. No próximo dia 2 de Abril vamos evocar a vida e obra desta figura ímpar. Para o efeito convidamos uma dupla de artistas bastante inusitada.

BOBBELLERUE-01 - Cópia

Cartaz por Rita Pereira

Bob Bellerue (us) é um músico ruídista norte-americano radicado em Brooklyn, NY. Nos últimos 25 anos tornou-se uma figura incontornável espalhando o seu corpo de trabalho pela composição musical, criação e construção de instrumentos, concepções sonoras para teatro, dança, vídeo e performance. Bellerue materializa as suas ideias recorrendo a várias ferramentas, entre as quais se contam instrumentos modificados, percussão com variados objectos, field recordings e várias fontes de não-instrumentos. Está também ligado à curadoria e programação através do festival Ende Tymes, que leva todos os anos a vanguarda da exploração sonora a Brooklyn.

Dalila Vaz (pt), natural de Trás-os-Montes, vive e trabalha no Porto. Tem formação académica em Pintura e Artes Plásticas pela ESAD, Caldas da Rainha (2005), foi bolseira do programa Socrates-Erasmos na Accademia di Belli arti de Venezia (Itália, 2003), curso de formação contínua Pensamento Crítico Contemporâneo na FLUP( 2009)e mestre em Desenho e Técnicas de Impressão pela FBAUP(2011). O território de investigação em que desenvolve a sua actividade parte do corpo como elemento potenciador de discurso. O interesse pela prática performativa, traduz-se pela procura do desenho do próprio processo criativo. Os procedimentos e campos semânticos do desenho, da dança, e de saberes incorporados fazem parte da procura de representação do corpo onde as estratégicas etnográficas e a grafia do corpo são as pedras basilares de toda a prática, pela criação de mecanismos que nos permitem simultaneamente estar imersos num contexto ou prática, e ser ao mesmo tempo observadores do que lá se passa.