George Haslam Group n’O Meu Mercedes É Maior Que O Teu

No próximo dia 10 de Abril, um Domingo, daremos continuidade à nossa nova série de programação musical. As sessões INUSITATA assumem um carácter intermitente no tempo e no espaço. Esta segunda edição decorrerá no lendário O Meu Mercedes É Maior Que o Teu. Pelo seu palco já passaram nomes como Steve Mackay ou os nipónicos Acid Mothers Temple, e Bob Bellerue, apenas para citar alguns nomes. Dia 10 será a vez do britânico George Haslam, explorador das sonoridades jazzísticas que se fará acompanhar por Angélica Salvi, João Pais Filipe, Rui Leal e Steve Hubback.
Uma co-produção ANDRÓMEDA – Agenciamento & Produção & Die Elektrischen Vorspiele.

Bilhete: 6 €

O cartaz é da autoria da Sandra Roda e o texto é do Gabriel Mendes.

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No vasto oceano que pode ser o Jazz nas suas formas mais livres, George Haslam é alguém que o conhece profundamente e que desde os anos 60 tem navegado por várias latitudes sonoras.
Nascido em 1939, dedicou-se desde bem cedo ao saxofone, em método autodidacta e integrou várias formações em grupos de baile e bandas de Jazz.
Nos finais dos anos 60 começa a integrar elementos avant-garde e free jazz nas suas composições, com afinidade a explorações como as desenvolvidas por Evan Parker. Torna-se também parte do movimento London Free Improvisation.
No entanto, é só no início dos anos 80 que começa a gravar, formando a icónica The Siger Band, com a qual mete o seu primeiro trabalho cá fora “Live in Hungary”, em 84.
Dono de uma discografia extensa, funda em 1989 a Slam Productions, dedicada às vertentes mais experimentais do Jazz, a qual conta já com perto de 200 edições.
Ao longo dos anos tem trabalhado com figuras de vários campos musicais como Mal Waldron, Steve Lacy, Borah Bergman, Charlie Mariano, Bobby Carcasses, Evan Parker, Lol Coxhill, Paul Rutherford, Elton Dean, Joachim Kuhn, Howard Riley, Laszlo Gardony ou Arturo Sandoval.
Tem viajado pelo mundo a solo ou com banda, tendo vários pontos altos em tournées pela Europa e Américas onde se incluem festivais de renome em Havana, Buenos Aires, Praga, Hong Kong, Guanajuato, Kiev, Budapeste e em vários pontos da Finlândia. Percorreu também o Reino Unido intensivamente, tendo actuado nos melhores clubes e festivais em Londres, Glasgow, Belfast, Oxford, Bracknell, Marlborough ou no mítico WOMAD.
A sua linguagem torna-se visível através de predominantemente dois instrumentos: o saxofone barítono e o tárogató, uma flauta antiga húngara, onde Haslam acessa a outras sonoridades de beleza sublime.
Um resumo bastante curto para toda a força anímica e ecléctica que é George Haslam, na sua demanda constante por musicar os espaços menos conhecidos do pensamento e da sensorialidade.

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