“D’un rio que per y corre de que seu nome nom digo”

« (…) corre por ele uma ribeira chamada Lucefece, que tomou o nome do que disse um Capitão, o qual dando uma batalha na Serra d’Ossa assim chamada dos muitos ossos, que nela ficaram dos que na batalha morreram, indo-se recolhendo, & chegando a esta ribeira, vinha amanhecendo, disse para os seus “Lucent fecit” que desta palavra tomou o nome. Há neste termo uma Paróquia dedicada a N. Senhora do Rosário com um Cura da Ordem de Aviz, & uma Ermida do Arcanjo S. Miguel perto da Vila de Terena, fundada nas ruínas daquele célebre, & antiquíssimo templo dedicado a Cupido, chamado Endovelico na lingua dos antigos Lusitanos.»

Padre António Carvalho da Costa (1650-1715), na sua monumental “Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal…”, reportando-se à origem do nome da Ribeira do Lucefecit.

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A citação em epígrafe foi utilizada na contextualização de uma proposta elaborada por mim, em conjunto com a Oficina ARARA, no âmbito da candidatura a uma residência artística em terras do Alandroal. Após ter sido eleita, desenvolveu-se a respectiva residência sob o nome “LOCUS SACER – Ritualização re-mitificada para o século XXI”. O local de acolhimento foi o Moinho da Fonte Santa.
Na sequência do anteriormente exposto tenho o grato prazer de dar nota da inauguração da exposição “D’un rio que per y corre de que seu nom digo”, hoje, dia 11 de Julho, às 16h, no Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal.
A exposição conta com a participação de artistas que estiveram em residência no Moinho da Fonte Santa e amigos, e está integrada no programa do Festival Terras do Endovélico 2015. “D’un rio que per y corre de que seu nom digo” estará patente ao público até ao próximo dia 08 de Agosto

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D'un rio que per y corre de que seu nom digo