FINIS MUNDI # 8: “O Esquecimento do Homem e a Honra aos Deuses”

«Maintenant examinons la nature des atomes, et comment leurs formes diffèrent et leurs contours variant: non pas que beaucoup ne soient construits de même, mais parce que tous ne peuvent être semblables en tout, et toi ne dois pas en être surprise, car, puisque les richesses de la matière ne sont inépuisables, puisque les atomes ne se mesurent et ne se comptent pas, il est évident que tous, dans leur ensemble, ne peuvent avoir tout à fait les mêmes traits, la même physionomie.»

Lucrécio em “De Rerum Natura”, Livro II

Já se encontra disponível o número mais recente da Finis Mundi (Maio 2015). Esta edição conta com um texto da minha autoria intitulado “O Esquecimento do Homem e a Honra aos Deuses: uma apologia da desigualdade”.

fm8As páginas do oitavo número desta prestigiada revista são ainda partilhadas por vários autores como Alain de Benoist (filósofo francês, fundador da Nouvelle Droite), Luís Couto (músico açoriano, mentor do projecto neofolk “The Joy of Nature”), Renato Epifânio (Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono), Alex Kurtagić (escritor britânico, autor da novela distópica “Mister”), Jack Donovan (autor norte-americano, assaz polémico pela desenvoltura com que discorre sobre vários assuntos e criador do manifesto “Androphilia”), Roman Bernard e ainda, Robert E. Howard (o autor de “Conan, o Bárbaro”? sim, esse mesmo!), apenas para citar alguns.
E é assim, em tempos de “normopatia” e de “Nóvoa” (névoa, quero eu dizer!), que vos convido a descobrirem algumas das ideias destes autores, alguns deles nada convencionais, é certo, mas que, por isso mesmo, emprestam um novo colorido a uma época em que o Pensamento se encontra moribundo (ou quase!).

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Preço Final Com Envio à Cobrança: 14€

Dario WolfPor fim, resta apenas referir que o título do meu artigo, tomado de empréstimo a Georges Dumézil (“L’oubli de l’homme et l’honneur des dieux”), almeja alertar para o facto de que o Homem, ao ter esquecido os seus deuses enquanto centros de valor, acabou por se esquecer de si próprio, tal como era ab initio. Importa assim, no meu entendimento, fazer o elogio do anti-igualitarismo trifuncional indo-europeu, o único capaz de permitir a reintegração de cada indivíduo no seu respectivo lugar, na função onde deve utilizar as suas competências, ao contrário de as deixar flutuar ao sabor das circunstâncias ou das oportunidades. Ao longo deste texto revisito o pensamento de tão figuras peculiares como o Abade Meslier, o “Apóstata”, assim como do físico holandês C.W. Rietdijk, o “Heterodoxo”, os quais, merecem uma atenção muito mais detalhada do que aquela que lhes tem sido votada.

Votos de boas leituras!