A Flauta Encantada de Alessandra Rombolá

A Memória Inconsciente das Formas Transfiguradas – Alessandra Rombolá + Miguel Pipa + Ana Carvalho

21 Maio de 2015, às 21:30h
Rua do Sol, 172, 4000-528 Porto, Portugal

Com ‘tributo’ a 4 SOIS argênteos

A Andrómeda – Agenciamento & Produção, em conjunto com o projecto Pé Direito, organiza a primeira apresentação no Porto de Alessandra Rombolá, uma das mais activas flautistas de Espanha, que será acompanhada por Miguel Pipa (electrónica) e Ana Carvalho (vídeo).
Este concerto decorrerá no âmbito da iniciativa “A Memória Inconsciente das Formas Transfiguradas”, um ciclo de programação musical comissariado por Júlio Mendes Rodrigo e André Fonseca.

EXPERIMENTALIA votada a uma Electrónica das profundezas!

Mais informações disponíveis em:
https://andromedagenciamento.wordpress.com/
www.facebook.com/andromeda.agenciamento
http://pe-direito.tumblr.com/

Apoio: Die Elektrischen Vorspiele / Rua do sol 172

fl0025_enlarge“Principes de la Flute Traversiere, ou Flute d’Allemagne. De la Flute A Bec, ou Flute Douce, et du Haut-Bois, Divisez part Traitez” (Basics of the Flute, the Recorder, and the Oboe, in Three Parts). Jacques-Martin Hotteterre (French, 1674–1763). Paris: Christopher Ballard, 1707. Dayton C. Miller Collection, Music Division, Library of Congress (025.01.00)

“Entre souffle doux et fureurs animales, on s’aperçoit qu’une flûte peut rugir comme un fauve.”
 – Quentin Daniel, numa reflexão crítica relativa à flautista Alessandra Rombolá

ale03Alessandra Rombolá é uma artista envolvida em distintos processos de criação musical. Destaca-se ainda pelo facto de ser uma das mais activas flautistas do país vizinho, desenvolvendo o seu trabalho nos domínios da música contemporânea e da improvisação. Intérprete versátil de partituras e notações gráficas de elevada complexidade não descura, no entanto, os territórios da improvisação, onde desenvolveu uma linguagem muito própria. A sua personalidade camaleónica, aliada a uma flexível utilização de variadas técnicas permite-lhe articular numa mesma performance interpretação e improvisação.
Alessandra possui formação na área da música clássica (Ensino de Flauta no Conservatório de Madrid, Pós-graduação e Mestrado em Performance no Trinity College of Music de Londres, Especialização em Música Contemporânea no Strasbourg Superior Conservatoire), ainda assim, os seus interesses extrapolam-se por diversos campos como: a música experimental, a instalação sonora, a videoarte, a dança e a poesia.
Ao longo da sua actividade tem desenvolvido colaborações com alguns dos mais renomeados músicos da cena de improvisação europeia tendo já actuado um pouco por toda a Europa, assim como no Líbano. Actualmente integra vários projectos musicais: o duo com Michel Doneda (saxofone), o trio O3, com Ingar Zach (percussão) e Esteban Algora (acordeão) e ainda o duo com o percussionista Nuria Andorrá.
No campo da música contemporânea, colaborou com Plural Ensemble, Proyecto Guerrero, Cosmos XI, Ensemble Madrid, Nou Ensemble, Espai Sonor e Neopercusión em distintos projectos, tanto como solista ou como intérprete de música de câmara.
É ainda, desde 2011, a flautista do Vertixe Sonora Ensemble. Tem editado os seus registos através das seguintes editoras: Confront, Teñidos, Sillón, Sofa, Another Timbre, Al-Maslakh e Con-v.
http://www.alessandrarombola.com/about.html

Miguel Pipa (aka Kanukanakina) – Influenciado pela ideia da desconstrução sonora, a composição é feita de memória. Fascinado pela improvisação de gestos, tensões racionais, oscilações internas, em particular, quando combinadas com uma abordagem altamente estendida aos fenómenos que não se explicam.
Cria espaços de constante risco captando em forma modular os sons gerados por instrumentos com vida própria.
Explora o circuit bending, feedback e o DIY.
https://miguelpipafilipe.wordpress.com/

miguel pipa

Ana Carvalho é performer visual, cria composições e escreve sobre assuntos relacionados com a performance audiovisual ao vivo.
Nos seus trabalhos aborda aspectos da identidade, colectiva e individual (por vezes fictícia), utopias sociais, construção de memória, e formas de conhecer.
Os projectos evidenciam o processo como expressão artística e recorrem de metáforas e elementos visuais do reino vegetal.
http://cargocollective.com/visual-agency

Ana Carvalho@Semana Andrómeda