Steve Hubback + João Pais Filipe + Angélica V. Salvi

A Memória Inconsciente das Formas Transfiguradas

“A Memória Inconsciente das Formas Transfiguradas” consiste num ciclo de programação musical comissariada por Júlio Mendes Rodrigo e André Fonseca.
Enquanto laboratório acientífico de experimentação ctónica, este ciclo desafia os artistas a explorarem limites perante uma plateia que se almeja intrépida e audaz. Votada ao carácter apotropaico dos metais, esta sessão consistirá num cruzamento dialéctico com a harpa, fazendo jus ao método de diálogo helénico, cuja tradução literal significa exactamente “caminhar por entre as ideias”.

cartaz19abril2015

Cartaz por André Fonseca

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Steve Hubback é um reputado percussionista galês, conhecido pela criação dos seus próprios instrumentos (gongos, címbalos e sinos). No seu processo de construção artesanal conjuga distintas ligas de metais, na demanda de uma sonoridade única e exclusiva para cada um dos instrumentos por si criados, sendo estes bastante procurados pelos praticantes da terapia do som e xamanismo. Hubback iniciou a sua carreira musical em 1978 e conta com uma actividade profícua evidenciada nos 39 álbuns editados ao longo de cerca de três décadas. Foi ainda o mentor das bandas It’s My Head e Metal Moves. É ainda digna de nota a sua enorme lista de actuações um pouco por toda a Europa, bem como na Coreia do Sul. Colaborou ainda com nomes consagrados do panorama musical internacional como Z’ev, Dietmar Diesner, Peter Ole Jørgensen e David Moss, apenas para referir alguns.

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João Pais Filipe é um baterista/percussionista e escultor sonoro do Porto. O seu percurso enquanto músico é caracterizado pela abordagem a uma grande amplitude de estilos e linguagens, em bandas como os Sektor 304, HHY&The Macumbas, Unzen Pilot e Fail Better!, ao mesmo tempo que mantém uma actividade regular no universo da música improvisada, tendo participado em inúmeros projectos ao lado de nomes como os de Fritz Hauser, Evan Parker e Rafael Toral. João Pais Filipe desenvolve, complementarmente ao seu trajecto como músico, um trabalho de construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, através do qual explora tanto as propriedades acústicas destes objectos como a sua potencial dimensão escultórica e imagética.

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Angélica Salvi é uma harpista espanhola radicada no Porto. Completou os seus estudos de harpa clássica no Conservatório Superior de Música de Madrid com Maria Rosa Calvo Manzano, estudou Jazz na Universidade de Arizona (EUA) com Carrol McLaughlin e realizou dois Masters no Conservatório de Haia (Holanda) com Ernestine Stoop, especializando-se em música contemporânea e experimental. Como solista tem colaborado com compositores como Takayuki Rai, Anne LaBerge, Richard Barret ou Joseph Waters, improvisadores como Butch Morris, Evan Parker, Han Bennink ou Michael Moore e Orquestras Sinfónicas como Orquestra Sinfónica de Radio e Televisão Espanhola, Orquestra Sinfónica Filarmonía (Espanha), Orquestra Sinfónica da Universidade de Arizona, Orquestra Sinfónica de Casa da Música e diversos ensembles de Música Contemporânea como Insomnio (Utrecht), Modelo 62 (Haia), BrokkenFabriek (Amsterdão) e Remix (Porto).

Co-produção ANDRÓMEDA – Agenciamento & Produção & Pé Direito
Apoio Confederação – Colectivo de Investigação Teatral / Die Elektrischen Vorspiele / Ruadosol172.org