Scorpio Rising + The Devils

[Sol] Cineclube
CICLO DE CINEMA – Res Nullius / Corpo de Ninguém
Quinta – Feira, 20 Novembro de 2014 às 21:30h
Rua do Sol, nº172 – Porto

“Comment le diable est-il possible? Avec l’affaire Urbain Grandier, Loudun, ville ouverte, devient le centre et le théâtre d’un monde. Les pouvoirs s’y affrontent, les savoirs s’y inquiètent ; l’âme catholique s’émeut. Le corps social se déchire ; partout le diable est là, mais il est partout ailleurs : dans le silence des textes, les lacunes du langage. Dans cette lecture neuve, Michel de Certeau montre la guérison d’une société malade d’elle –même. L’histoire n’est jamais sûre : où sont nos diables ? »

– Texto de apresentação à obra “La Possession de Loudun”, com apresentação de Michel de Certeau, 1970.

The Devil and the Disobedient Child

E eis que somos chegados à décima sessão do ciclo de cinema “Res Nullius”. Para esta quinta-feira, escolhemos o filme “The Devils”, realizado em 1971 por Ken Russel. Esta película, que conta no seu elenco com os nomes de Oliver Reed e Vanessa Redgrave foi buscar inspiração à obra de Aldous Huxley, “The Devils of Loudun”. Este filme, à semelhança de outros exibidos neste ciclo, aquando da sua estreia, foi alvo de censura em vários países. Uma nota de curiosidade vai para o facto de os cenários de “The Devils” terem sido parcialmente concebidos por um ainda muito jovem Derek Jarman.

The Devils directed by Ken Russel 1971

 Fotograma do filme “The Devils” (1971)

Reino Unido; 1971
Drama
109 Min., cor
Idioma: Inglês
Legendas: Português

A exibição de “The Devils” será precedida por um clássico do cinema underground, refiro-me a “Scorpio Rising” (1963). Acerca do seu realizador, o norte-americano Kenneth Anger, já muito se escreveu em geral, bem como acerca deste seu filme, em particular. Ainda assim, permito-me citar  Olivier Assayas, que, em 1998, na colecção “Auteurs” dos prestigiadíssimos Cahiers du Cinema, escrevia o seguinte: “Puisque à travers la trajectoire de Scorpio, ce motard hiperfétechisé, et la représentation de son monde, c’est la totalité de l’imagerie homosexuelle  qu’il renouvelle encore une foi set dont il dessine le cadre pour longtemps: entre violence fantasmée, ou bien vécue ou bien observée, il dispose accessoires érotiques et objets érotisés, métal et cuir, autour de demi-dieux – Brando et Dean  – utilisant aussi les conventions du culte des “stars” pour permettre la formulation à découvert du désir homosexuel, qui finit pour s’imposer dans un déferlement orgiaque qui d’une manière ou d’une autre est toujours l’objet et la figure ultime do cinéma de Anger. ”

Em suma, dois filmes imperdíveis!

Kenneth Anger by Brian ButlerFotografia de Kenneth Anger por Brian Butler

“We aim to please with constant unease!”