Cidadania Activa

Infelizmente, não creio poder considerar-me um homem sábio. Ainda assim considero ter aprendido algumas coisas ao longo da vida, as quais, muito humildemente, designo como resultado de “um saber de experiência feito”. O mesmo Saber que um dia foi enaltecido pelo autor de um dos mais representativos escritos da denominada «literatura de viagens». Refiro-me, obviamente a Duarte Pacheco Pereira e ao seu “Esmeraldo de Situ Orbis”. Pois bem, a frequência de vários cursos financiados pela União Europeia (em países tão democráticos como a Suécia, a Alemanha, a Islândia e até mesmo (pasmem-se!) a Bulgária e a Roménia), por comparação de realidades, deram-me a conhecer aquilo que nesta altura é mesmo uma das grandes marcas registadas deste país. Ou seja, um elevadíssimo deficit de consciência cívica! Parco conhecimento este, de facto! Não o tivesse eu já sentido na pele ao longo das várias décadas de residência neste pequeno país, chamado Portugal.
Como tal parece-me legítimo constatar que é muito fácil à maioria dos meus compatriotas alvitrarem ou “encherem o peito” por causas alheias. Ao que parece, actualmente, também é fácil adoptar uma qualquer e exótica religião, e ao fim de um meses de maciça doutrinação, ir combater e matar em nome da mesma, lá longe, naquele médio-oriente que já terá preenchido muitas mil e uma noites imaginárias. Ainda assim, parece-me, é muito difícil, para a grande maioria dos meus concidadãos, lutarem por causas individuais, ou seja em “motu próprio” como diria qualquer sumo pontífice da Igreja Católica.
Pois, bem, amanhã proponho-me a isso mesmo, ou seja: encetar uma vigília junto ao DIAP, sito na Rua de Camões, 155, no Porto. Em causa estão o meu direito à propriedade privada (consagrado na Constituição da República Portuguesa de 1976 no seu artigo 62º) e ainda acesso à Justiça, direito consagrado no artigo 20º da mesma Constituição. A minha consciência cívica obriga-me ainda a reivindicar o seguinte:
Eis as minhas reivindicações para amanhã de manhã, na vigília: Que a senhora Procuradora-Adjunta exerça bem as suas funções profissionais, dado que o seu “chorudo” salário é pago por todos nós (relembro que o cargo exercido por esta senhora tem por objectivo servir a sociedade e não o contrário). Que exerça as mesmas funções com o máximo de brio profissional e que aprenda a redigir em língua portuguesa, deixando-se de “copy & pastes” que apenas servem para tornar um texto parco de conteúdos em algo cripticamente absurdo e patético (não me refiro obviamente à utilização do novo acordo ortográfico). Mas acima de tudo, que não concite ao regozijo e ao sentimento de impunidade que os criminosos devem agora estar a sentir com o seu despacho de arquivamento no Inquérito do roubo da minha viatura Smart, com a matrícula 16-FB-32.