Communiqué – “A Torre Fulminada”

«É muito provável que as defesas dos lugares habitados e das cidades começassem por ser defesas mágicas; porque estas defesas – fossas, muralhas, etc. – eram dispostas de forma  a impedirem a invasão dos demónios e das almas dos mortos mais do que um ataque dos humanos. (…) No Ocidente, Na Idade Média, os muros das cidades eram consagrados ritualmente como uma defesa contra o demónio, a doença e a morte. Aliás, o pensamento simbólico não encontra qualquer dificuldade em assimilar o inimigo humano ao Demónio ou à Morte. No fim de contas, o resultado dos seus ataques, sejam demoníacos, sejam militares, é sempre o mesmo: a ruína, a desintegração, a morte. »

Excerto de “Cidade – Cosmos” por Mircea Eliade em “O SAGRADO E O PROFANO a essência das religiões”.

 13 Setembro de 2014 – Torre de Menagem, Braga.

A TORRE FULMINADA
em três andamentos: 20.30h, 22.30h e 00.30h

Caríssimos Amigos, Colegas, Camaradas, Simpatizantes ou meros Curiosos: É com um sentimento de grato prazer que vos comunico que amanhã à noite, dia 13 de Setembro (a partir das 19h até às 07h do dia seguinte, dia 14 de Setembro) a Torre de Menagem do antigo castelo da cidade de Braga (demolido em 1906), será “tomada de assalto” no âmbito da terceira edição da Noite Branca de Braga.
O esquadrão responsável por esta táctica artística é composto pelos seguintes elementos: Nuno Marques Pinto (Projecto MOMO), Angélica V. Salvi, Júlio Mendes Rodrigo (Die Elektrischen Vorspiele), Rafael Cortés, e ainda Miguel Carneiro e Dayana Lucas (Oficina Arara).

Produção – ANDRÓMEDA Agenciamento & Produção.
Parceiros – Projecto MOMO, Oficina Arara, Die Elektrischen Vorspiele.
Apoios – Fundação Bracara Augusta, Câmara Municipal de Braga.
Agradecimento – CIAJG.

NOTA –  Diz a Ana Carvalho (e eu concordo com ela, fazendo minhas as suas palavras), acerca deste acto poético-performativo, o seguinte:

«A ideia de uma torre que é fulminada em noite branca é misteriosa. A experimentar, amanhã, em Braga, de noite (claro): TORRE DE MENAGEM, em três actos: 20.30, 22.30 e 00.30. Até lá!»

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