Queens ov thee Circulating Library: July 2014

Julho, à semelhança de Junho, foi um mês de poucas leituras. Poucas mas interessantes, certamente. Ora atentai por gentileza na seguinte mini-lista (não niilista): “Etnopsiquiatria” de François Laplantine (releitura); “Eumeswill” de Ernst Jünger (releitura); “Mito” de Furio Jesi; “Secret et Sociétés Secrètes” de Georges Simmel e por último “Jünger: a Importância de Se Chamar Ernst” (releitura) por Nuno Rogeiro.
Efectivamente, Julho não foi um mês de leituras numerosas (cinco livros, apenas)! Ainda assim, foram as suficientes para ajudarem à elaboração de três propostas para comunicações a serem eventualmente levadas a cabo no decurso do próximo ano. Pelo meio, houve ainda tempo para a redacção de algumas notas de leitura em torno da figura do Anarca via Manuel Venator, persona principal de “Eumeswil”.
No entanto, destaco como livro do mês de Julho de 2014 a obra do mitólogo italiano Furio Jesi. Refiro-me à obra “ Mito” (1973), onde o autor retoma o conceito de “máquina mitológica”, termo abordado ainda posteriormente numa outra obra sua, intitulada “ Cultura di Destra” (1979). De acordo com o autor a “máquina mitológica”, designa a acção de um mecanismo criador de mitologemas e narrativas sobre o Passado, cujas premissas basilares se encontram fundamentadas numa “linguagem sem palavras”.

Jesi