Walter Benjamin – Uma análise de Kafka à luz de Bachofen

No ensaio dedicado a Franz kafka, o filósofo Walter Benjamin, formula uma interpretação da qualidade primordial dos mitos segundo Johann Jakob Bachofen, ligando-se ao tom “profético” deste jurista e antropólogo suíço acerca da superação da experiência burguesa.
Remeto-vos, de seguida, para a leitura de um pequeno excerto desse mesmo ensaio.
O texto integral pode ser lido, AQUI.

«A época em que ele [Kafka] vive não significa para ele qualquer progresso sobre os princípios da pré-história. Os seus romances desenvolvem-se num mundo palustre. A criatura aparece nele no estádio que Bachofen classifica de etéreo. Que tal estado se tenha esquecido não significa que ele não aflore no presente, pelo contrário, está presente devido a esse esquecimento. Uma experiência que vá mais longe do que a do burguês médio vem a tocar nesse estrato…Qualquer objecto particular de esquecimento confunde-se com o esquecido da pré-história, entra, em combinações numerosas com ele, mutáveis, incertas, que dão origem a abortos sempre novos.»

Walter Benjamin in “Franz Kafka: On the Tenth Anniversary of His Death”

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