QUEENS OV THEE CIRCULATING LIBRARY: JUNE 2014

Constato que, infelizmente, o mês de Junho não foi tão profícuo como eu desejaria. Das leituras/releituras a que me propus realizar, apenas consegui efectuar oito. Aqui fica a listagem: “Não Lugares” de Marc Augé, “The Philosopher’s Stone” e “Origins of the Sexual Impulse”, ambos da autoria de Colin Wilson; “Os Rituais” de Jean Maisonneuve; “O Anti-Cristo” de Friederich Nietzsche; “O Sagrado e o Profano” de Mircea Eliade; “ O Gesto e a Palavra” (Primeiro Volume) de André Leroi – Gourhan e, por útimo “Ficções” de Jorge Luís Borges.
Na verdade, das obras atrás elencadas, apenas duas não foram revisitações. No que concerne à eleição do livro do mês a escolha é difícil, por certo. Ainda assim, decido-me pelo incontornável Nietzsche. Atentai por gentileza no seguinte trecho que tive o ensejo de transcrever para vós.

«Que é bom? – Tudo aquilo que exalta no homem o sentimento de potência,  a vontade de potência, a própria potência.
Que é mau? – Tudo o que mergulha as suas raízes na fraqueza.
Que é a felicidade? – A sensação de que a potência crescede que uma resistência é vencida.
Não o contentamento, mas ainda potência; não a paz acima de tudo, mas a guerra, não a virtude, mas o valor (virtude, no estilo da Renascença, virtú, virtude desprovida de moral estreita).
Morram os fracos e os falhados: primeiro princípio do nosso amor pelos homens. E que os ajudem mesmo a desaparecer.
Que é mais prejudicial do que todos os vícios? – A piedade que suporta a acção em favor dos diminuídos e dos fracos: o cristianismo…»

Friedrich Nietzsche in “O Anti-Cristo”

Em Nietzsche, o culto da energia vital como fundamentação de toda a moral determinante dos valores traduzidos numa ética individualista e numa política aristocrática, parece-me cada vez mais apetecível de ser revisitado. Fica aqui a nota para aqueles mais insatisfeitos com a mentalidade de manada que empesta esta Idade Negra onde nos cabe existir.

Deixo-vos por agora, pois são imensos os volumes acumulados na mesinha de cabeceira.

Take Care (and Control)!

1nietzsche