“Os Ritos de Passagem”

«Tanto para os grupos como para os indivíduos, viver é desagregar-se e reconstituir-se incessantemente, é mudar de situação e de forma, é morrer e renascer. É agir e depois parar, esperar e repousar para depois recomeçar a agir, mas diferentemente. E são sempre novos limiares a transpor: o limiar do Verão ou do Inverno, da estação ou do ano, do mês ou da noite; limiar do nascimento, da adolescência ou da maturidade, da velhice e da morte. E o limiar da outra vida para aqueles que nela crêem.»

A.Van Gennep in “Os Ritos de Passagem”

Nas sociedades arcaicas e tradicionais existia um conjunto de cerimoniais, de provas e festividades, que o folclorista francês Charles-Arnold Kurr van Gennep (Ludwigsburg, 23 de abril de 1873 — Bourg-la-Reine, 7 de maio de 1957) designou através da expressão doravante clássica de “ritos de passagem” ou “ritos de transição” cujo alcance geral foi sublinhado pelo autor na citação precedente.
Fica aqui a citação à guisa de reflexão futura acerca daquilo que eventualmente perdemos na nossa contemporânea sociedade do “conforto”.

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