“Agostinho da Silva: um pensamento vivo”

“A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos. “

 Ser DiferenteAgostinho da Silva, in ‘Diário de Alcestes’

Capa AlcestesAgostinho da Silva (Porto, 13 de Fevereiro de 1906 — Lisboa, 3 de Abril de 1994) foi, sem margem para dúvida, uma figura ímpar no panorama cultural português. Sábio, Poeta e Filósofo, por certo, num verdadeiro país e não num mero lugar como este, onde nos cabe existir, mereceria um destacado lugar no panteão nacional. Infelizmente os “dribles” da consciência cívica nacional apenas conseguem exaltar a superficialidade dos espectáculos de massas.
Em breve, numa emissão d’O Arranca Corações, relembraremos o saudoso mestre, no ano em que se celebra o vigésimo aniversário da sua morte.
No entanto, para já, convido-vos a visualizar um documentário sobre o próprio, intitulado “Agostinho da Silva: um pensamento vivo”, realizado por João Rodrigues Mattos, em 2004, ano do décimo aniversário do seu falecimento.