Madeline von Foerster

o rubor sangunisO Rubor Sanguinis

To create her unusual paintings, Madeline von Foerster uses a five century-old mixed technique of oil and egg tempera, developed by the Flemish Renaissance Masters. Although linked stylistically to the past, her paintings are passionately relevant to the present, as such timely themes as deforestation, endangered species, and war find expression in her work.
Von Foerster’s artworks are in collections around the world and have been featured in numerous publications, including a recent cover feature for Orion Magazine. She was named as one of the “Top Contemporary Surrealists” by Art and Antiques magazine. Born in San Franciscovon Foerster studied art in CaliforniaGermany and Austria, and currently resides in New York City.

Source: Madeline von Foerster

self portrait Madeline von Foersterself portrait Madeline von Foerster

Curiosamente, ou então talvez não, posso afirmar que estou familiarizado com a obra da artista norte-americana em questão, talvez há uma década. O primeiro contacto ter-se-á dado, com toda a certeza, através da compilação musical Infernal Proteus: A Musical Herbal”, colectânea em torno das sonoridades neo-folk, editada em 2002 pela Ajna Offensive. Esta preciosa edição discográfica contém belíssimas ilustrações realizadas por Madeline.
O segundo contacto, por seu turno, terá acontecido aquando da aquisição da edição norte – americana do livro “Comment peut-on être païen?”, da autoria de Alain de Benoist. Refiro-me à ilustração intitulada Odinn Exchanging His Eye for Wisdom, que adorna a capa de” On Being a Pagan”. (Podeis ler a respectiva obra vertida para o inglês via Archive.org, AQUI).
Enfim, para quem não está familiarizado com o seu trabalho, pleno de referências em torno dos domínios do Oculto bem como  de um certo imaginário Medieval, parece-me por oportuno fazer aqui a recomendação do mesmo.
Em suma, uma artista que, na esteira de uma Remedios Varo ou de um Ernst Fuchs, consegue re-captar alguns atavismos arquetípicos, que apesar de invisíveis, não significa que estejam menos presentes por entre os escombros deste mundo em ruínas.

Deixo-vos de seguida com um dos temas que integram a compilação Infernal Proteus: Israfel In NecropolisThe Great Sycamore.