Kim Gordon – Is It My Body?

Selected Texts
Edited by Branden W. Joseph
Institut für Kunstkritik series

“Ranging from neo-Conceptual artworks to broader forms of cultural criticism, these rare texts are brought together in this volume for the first time, placing Gordon’s writing within the context of the artist-critics of her generation, including Mike Kelley, John Miller, and Dan Graham. In addressing key stakes within contemporary art, architecture, music, and the performance of male and female gender roles, Gordon provides a prescient analysis of such figures as Kelley, Glenn Branca, Rhys Chatham, Tony Oursler, and Raymond Pettibon, in addition to reflecting on her own position as a woman on stage. The result — Is It My Body? — is a collection that feels as timely now as when it was written.”

gordon_kim_isitmybody_cover_364Da leitura que me é possível fazer, parece-me que, os especialistas/críticos/melómanos et al, ocasionalmente, têm a necessidade de fazer um mapeamento genealógico de determinadas correntes/estilos. Creio que o Indie também não escapa a esta tendência, aliás, como se pode atestar pelas parangonas de alguma imprensa. (vide Ípsilon de dia 31 Janeiro de 2014). De acordo com José Marmeleira, autor do bem informado artigo Indie pronto-a-vestir, os Sonic Youth são os grandes responsáveis pela existência de um imaginário que envolve a cena indie-rock. Diz ainda, e bem, o autor que os SY criaram «um caleidoscópio sempre em movimento sobre as rodas do rock, que harmonizava o punk e o pós-punk, o hardcore e a Califórnia, a cultura beat, a arte conceptual, o cinema».
Pois bem, é verdade. Com um percurso de 30 anos (1981-2011), os SY tornaram-se uma verdadeira instituição, e os seus membros, por seu turno, verdadeiros “documentos” vivos. De certa forma, e no fim de contas, o que conta é isso mesmo. Ou seja, o facto de “lá ter estado”, de “ter realizado”, de ter sido “influenciado” e consequentemente ter sido, e ainda o ser, “influenciador”. Kim Gordon fez isto tudo. Mas mais do que isso, ao longo dos tempos, (década de 1980 e inícios da de 1990) também produziu, através da forma escrita, uma série de reflexões em torno das artes, da arquitectura e da música. Uma selecção desses textos foi  agora compilada em “Is It My Body?”, livro dado à estampa no passado mês de Janeiro pela Sternberg Press.

 Em suma, para mim, que não estive “lá”, parece-me uma excelente oportunidade de viajar no tempo, e ver (ler) através dos olhos da Kim como era o presente das artes e da música há três décadas atrás.

Mais informações podem ser obtidas através do site da editora Sternberg Press.

gordon_is-it-my-body_spread_1Kim Gordon in New York, circa 1975

gordon_is-it-my-body_spread_3Laurie Anderson at the Institute of Contemporary Arts, London, 1981