DIE ELEKTRISCHEN VORSPIELE’S 5TH ANNIVERSARY

11. El estilo es el hombre. La liturgia cuenta más que el dogma. Lo bello nunca está mal. Más vale hacer bien cosas medíocres que mal cosas excelentes. El modo en que se hacen las cosas vale más que las cosas mismas. El modo como uno vive sus ideas vale más que esas ideas. El modo en que se vive vale más que lo que uno vive, y a veces más que la vida. Más sencillez que modales, dan un pallurdo; más modales que sencillez, un pedante; tantos modales como sencillez, un hombre de calidad (Confucio). 

Alain de Benoist in VEINTECINCO PRINCIPIOS DE «MORAL», texto escrito por solicitação de Philipe Héduy para um número da revista Item consagrado à moral.

still from Incubus byLeslie StevensFotograma do filme Incubus (1966) de Leslie Stevens

À semelhança de anos transactos, costumo aproveitar este dia (15 de Janeiro), para celebrar o aniversário do Die Elektrischen Vorspiele.
Passaram-se cinco anos, é verdade. Aquele que inicialmente foi concebido como um espaço de divulgação e promoção dos mecanismos e respectivas criações emanadas através das minhas principais áreas de interesse na altura (2009) – a música Industrial e todo o universo que orbita em torno do conceito Occult Esoterica – tornou-se algo bem mais ecléctico. Como aliás, creio que deve ser apanágio de qualquer blogue pessoal. Ou seja, um epicentro virtual que de alguma forma reflicta a Teoria do Controle (A Cibernética), tal como foi cunhada por Norbert Wiener (also known as Dark Hero of the Information Age), que teve por objecto o estudo da auto-regulação dos sistemas.
De acordo com Wiener, os dispositivos automáticos e as criaturas vivas apresentam fortes semelhanças na sua estrutura e funcionamento, enquanto sistemas abertos: o princípio fundamental é o da manutenção da ordem no interior dos sistemas (ou entre 2 sistemas); pela 2ª lei da termodinâmica, o caos sobrevirá sempre sobre a ordem no interior dos sistemas, (o reverso nunca ocorrerá espontaneamente); daqui advém a necessidade dos sistemas se auto-regularem no sentido de manter a ordem e combater o caos; este processo designa-se por regulação e implica a recepção e o processamento de informação do output sobre o estado do sistema (feedback) e posteriormente a entrada dessa informação no sistema para que este corrija os erros (retroacção);

Para um melhor esclarecimento acerca do explanado anteriormente, tenham, por favor, a bondade de atentar na seguinte figura representativa de um sistema com mecanismos de regulação e retroacção:

cibernéticaLegenda: O input (I) entra no sistema (S); O output sai do sistema; informação sobre O feedback é recolhida e processada e volta a entrar no sistema (regulação e retroacção); M mede a tolerância para uma margem de desvio;

De acordo com a Cibernética, os princípios da regulação e retroacção são aplicáveis universalmente: os sistemas inorgânicos regulam-se através de operações de massa ou energia (exemplos: um planeta, uma ponte, uma pedra); os sistemas orgânicos regulam-se através de operações de informação e/ou energia (exemplos: os seres humanos (em que a dor, o frio, etc resultam em retroacção, neste caso tomar um analgésico ou vestir um casaco), os grupos, as instituições e sociedades (mantêm o bom funcionamento e a coesão interna através do feeback de informação e operações de regulação).

Hypnosis by Sascha Schneider, lithograph, 1904Hypnosis by Sascha Schneider, lithograph, 1904

Também os indivíduos (os de índole inquieta, principalmente), precisam de se regular contra as opacas e caóticas energias emanadas através da mentalidade de manada que caracteriza essa enorme massa disforme, vulgarmente designada de Sociedade. Perante as forças atávicas por ela geradas, torna-se impressionantemente difícil o processo transmutatório – apenas almejado por alguns – de Indivíduo em Persona.À semelhança de René Girard, também eu acredito que a humanidade se encontra, face à violência, numa situação semelhante à dos povos primitivos, mas sem os recursos sacrificiais tradicionais. Ou seja, vivemos debaixo dos ditames impostos por uma Tanotocracia que, infelizmente, não se encontra sob o controle proporcionado por um qualquer mecanismo ritual. Assim, torna-se manifestamente entediante integrar, e enfrentar, uma contemporaneidade nacional, onde o tema na ordem do dia (Semana, Mês e quiçá, Ano) orbite em torno do destino a dar aos restos mortais de um ex-futebolista. Reflexos incontestáveis de uma mentalidade de besta necrófaga em detrimento da altivez da ave de rapina. (Não me refiro, como é óbvio ao animal totémico da entidade empregadora do individuo em questão).
Felizmente, a utilização de uns headphones por onde passem as melodias compostas por Burzum, Prurient ou Vatican Shadow, entre outros, ainda que não sejam antídotos totalmente eficazes para eliminar os ecos da vulgaridade e da superficialidade característicos de uma modernidade em escombros, servem pelo menos, para tornar um pouco mais suportável a insalubridade que tomou conta deste território “à beira-mar plantado”.

Perante este triste cenário, mantem-se a questão:

ET QUID AMABO NISI QUOD AENIGMA EST?