Matanças anno VI

No dia a seguir ao Solstício de Inverno realiza-se mais um Festival Matanças. Este é um evento de carácter único e exclusivo que tem vindo a afirmar-se, ano após ano, como um dos acontecimentos mais carismáticos da cidade do Porto.
Nesta Zona Temporariamente Autónoma que toma conta da Casa Viva, podereis encontrar:
Manifestações de tom dionisíaco em oposição à quietude apolínea dos cordeiros de Deus que celebram a quadra natalícia com paninhos vermelhos nas varandas; Iguarias escatológicas (dignas das ementas dos adeptos espermo-gnósticos e ofitas), em nítido contraste com as rabanadas e bolos-reis tradicionais; mercado negro onde se podem efectuar transacções de edições obscuras em troco do vil metal (ainda assim, o mesmo que circula no comércio tradicional); projecções cine-mentais repletas de mensagens subliminares, bem como evocações performativas acompanhadas de infra e ultra-sons.
Este ano destaco a participação da Tuna de Free Jazz de Freamunde (essa bela urbe do Vale do Sousa, geminada com a não menos bela cidade alemã de Peenemünde – not the Nazi Germany facilities for the V-1 flying bomb and the V-2 -, terra de belos galos capões e antiga sede da Discoteca Tocata). Infelizmente, e ao que consta, por motivos logísticos, não estarão presentes neste evento o ensemble de música medieval do Rancho Folclórico de Ribaçais, Abragão, Penafiel, nem o Grupo de Estudos Electroacústicos do Clube de Convívio e Cultura, sedeado na mesma cidade.

Já sabeis, Out ov Darkness Cometh Light!

Portanto, não falteis!

Podeis encontrar o programa das festas com um maior grau de minúcia na página FB do evento: AQUI

Matanças anno VI