Para o Bobby!

Love all living things whose humble task is not opposed in any way to yours, to ours: men with simple hearts, honest, without vanity and malice, and all the animals, because they are beautiful, without exception and without exception indifferent to whatever “idea” there may be. Love them, and you will see the eternal in the glance of their eyes of jet, amber, or emerald. Love also the trees, the plants, the water that runs though the meadow and on to the sea without knowing where it goes; love the mountain, the desert, the forest, the immense sky, full of light or full of clouds; because all these exceed man and reveal the eternal to you.

Savitri Devi

Bobby 28 10 2012

Bobby –  Croca, 28 Outubro 2012 era vulgaris

O que é um amigo? O filósofo Giorgio Agamben, na sua obra “O Amigo” cita Aristóteles – mais concretamente os livros oitavo e nono da “Ética Nicomaqueia” – para nos dizer o seguinte: “ O amigo não é um outro eu, mas uma alteridade imanente na mesmidade, um torna-se outro do mesmo. No ponto em que eu percebo a minha existência como doce, a minha sensação é perpassada por um con-sentir que a desloca e deporta em direcção ao amigo, em direcção ao próprio outro. A amizade é esta des-subjectivização no próprio coração da mais íntima sensação de si.
O Bobby, soube hoje, morreu na segunda-feira, depois de eu me ter despedido dele no dia anterior. Espero que tenha levado parte de mim com ele. Comigo, fica uma imensa saudade e um enorme agradecimento pelas quase três décadas de amizade genuína.